Perfil epidemiológico dos utentes da MTC

Na dissertação de Mestrado em Saúde Publica e Desenvolvimento, o colega Pascoal Amaral apresenta o resultado do seu trabalho observado em 478 pacientes, na capital do País.

 

Junto deixo o resumo, escrito pelo autor bem como o link para consulta. ( aqui )

 

“Juntamente com outrasPascoal Amaral-docente terapêuticas não convencionais, a atividade

profissional de Medicina Tradicional Chinesa (MTC) foi recentemente regulada em
Portugal. Devido aos progressos legais e normativos, nos últimos anos verificaram-se
avanços sociais positivos para a consolidação da MTC na sociedade portuguesa e no
sistema nacional de saúde. Contudo, e segundo a Organização Mundial de Saúde, os
valores de utilização da MTC e os determinantes que induzem a procura de cuidados são
desconhecidos para a população portuguesa. Por também não se conhecer o impacto da
integração e da regulação desta medicina oriental sobre a estrutura económica, social e
cultural portuguesa, é urgente produzir estudos que permitam conhecer os efeitos da MTC
nas diferentes dimensões da sociedade portuguesa. Objetivo: Analisar o perfil de procura
dos utilizadores de MTC na região da Grande Lisboa para o período entre 2015 e 2020,
tendo em conta os aspetos clínicos e sociodemográficos. Método: Estudo observacional,
transversal, analítico, realizado no Centro de Consultas de Medicina Tradicional Chinesa
de Lisboa, com uma amostra com 478 indivíduos. A recolha de dados foi feita de forma
secundária através da consulta direta aos ficheiros clínicos. Resultados: O utilizador de
MTC tende a ser do sexo feminino, a ter entre os 30 e os 50 anos de idade e a ser
trabalhador, sobretudo das especialidades relativas às atividades intelectuais e científicas.
Em média, realiza 6,2 (DP=10,2) consultas e 77% regressa para um segundo tratamento.
Em cada dez utilizadores, oito referem que a queixa principal melhora após o primeiro
tratamento. As queixas tendem a ser crónicas, a apresentar dor e a estar relacionadas com
as doenças do sistema musculosquelético ou do tecido conjuntivo, com os transtornos
mentais, comportamentais ou do neurodesenvolvimento ou com as doenças do sistema
nervoso. Tendo em conta o diagnóstico diferencial da MTC, a maioria das queixas está
relacionada com o sistema hepático e com o sistema de meridianos e colaterais.”

 

 

Poderá ainda ter interesse nas seguintes publicações do nosso colega:

 

Amaral, P. & Fronteira, I. (2021). Regulation of non-conventional therapies in Portugal: lessons learnt for strengthening human resources in health. Human Resources of Health. 19:114.

Amaral, P. (2021). Perfil epidemiológico de procura dos utilizadores de MTC na região da Grande Lisboa. IHMT: SPIB. Lisboa: Instituto de Higiene e Medicina Tropical – Universidade Nova de Lisboa.

Martins, S., Vieira, M., Varela, A. & Amaral, P. (2020). Acupuntura en la ansiedade paroxística episódica: efectos en un estudio de caso. Revista internacional de Acupuntura. 14(2): 76-85.

Amaral, P. & Varela, A. (2018). Artigos de Investigação em MTC no período de 2017 a 2018. Causa das Regras: Lisboa. ISBN: 978-989-875-460-8
Amaral, P. (2017). Ba Duan Jin – manual de apoio ao estudo. Causa das Regras: Lisboa. ISBN: 978-989-875-442-4.